Casa de Pedro Barros e Victor Zuliani trabalha com aproveitamento integral, pratos entre R$ 30 e R$ 78, coquetelaria autoral e cinco rótulos de sidra
O bairro Carmo ganhou no fim de agosto um novo endereço dedicado à cozinha autoral. O Casca, criado pelos chefs Pedro Barros e Victor Zuliani, abriu as portas em 26 de agosto, em Belo Horizonte, com uma proposta que aproxima brasa, fermentação e aproveitamento integral dos ingredientes.
Na cozinha, cascas, talos e aparas deixam de ser coadjuvantes e passam a integrar molhos, acompanhamentos, fermentados e outras etapas das receitas. O cardápio também foge da divisão tradicional entre entrada e prato principal: as opções foram pensadas para chegar ao centro da mesa e podem ser combinadas ao longo da refeição, com valores entre R$ 30 e R$ 78.
Aproveitamento integral aparece em diferentes preparos
A lógica que dá nome ao Casca atravessa diferentes partes do menu. A casca da mexerica, por exemplo, é aproveitada na maionese que acompanha o tonkatsu de berinjela, enquanto cascas de frutas cítricas entram no tempero servido com o corte bovino do dia.
O pato também é utilizado em diferentes etapas da cozinha. O coração segue para o espeto, parte da carne entra em uma paçoca e outras aparas são usadas na preparação de um glace. Fermentação, cura, conservação e defumação completam o repertório de técnicas empregado pela dupla.
As referências passam por cozinhas asiáticas, latino-americanas e europeias, mas o ponto de partida está em produtos brasileiros, ingredientes da estação e fornecedores locais.
Cardápio se divide entre fritos, frios e brasa
Nos fritos aparece a patanisca de siri com aioli de coentro. Entre os preparos frios está o escabeche de coração de alcatra, acompanhado pelo pão produzido na casa.
A pesquisa de preços da semana de abertura encontrou ainda o brochete de polvo com kimchi (R$ 55), o purê de couve-flor com couve-flor na brasa e picles de batata-yacon (R$ 39) e os huevos bagunçados (R$ 38), preparados com batatas fritas, creme de gema curada e copa-lombo defumada.
O corte bovino grelhado do dia (R$ 78) completa as opções pesquisadas na faixa mais alta do menu e recebe temperos preparados com o aproveitamento de cascas cítricas.
Os valores foram divulgados durante a semana de inauguração e podem sofrer alterações posteriores no cardápio.
Fermentados da cozinha seguem para a coquetelaria
A mesma pesquisa feita para os pratos aparece atrás do balcão. A carta autoral tem assinatura do bartender Diego Kruz e utiliza fermentados, xaropes e conservas preparados na própria operação.
Entre as criações está o Casca (R$ 40), coquetel que combina jerez, vermute, água de flor de laranjeira e um cordial produzido a partir de cascas de frutas.
Para quem prefere uma bebida sem álcool, o Sobrio Sour (R$ 25) utiliza koso de vinagrete e limões. A carta inclui ainda o Zezé, que trabalha notas de manteiga noisette e alho negro, além de cervejas em garrafas de 600 ml.
Cinco sidras brasileiras entram na seleção
Outra frente do bar é dedicada às sidras. A seleção nasceu de uma pesquisa feita por Pedro Barros durante viagens por Portugal, Espanha e Holanda e chegou ao menu com cinco rótulos produzidos no Brasil.
De Minas Gerais estão a Aparesidra (R$ 25), a Enaltesidra (R$ 25) e a Manza (R$ 25). A lista inclui ainda a Evva (R$ 23), do Rio de Janeiro, e a Çã (R$ 32), de São Paulo.
Pedro Barros e Victor Zuliani voltam a dividir uma cozinha
Pedro Barros cozinha profissionalmente desde 2011. Formado em gastronomia, começou parte de sua trajetória nos balcões de sushi, passou por cozinhas ligadas a frutos do mar e, em 2020, abriu o Majuma, seu primeiro negócio próprio.
Victor Zuliani deixou a engenharia para seguir na gastronomia e reúne mais de dez anos de cozinha. A trajetória inclui passagens pelo Nicolau Bar da Esquina, pelo Taika Bar, pelo Montê e pelo Terraço Niê.
Amigos de longa data, Pedro e Victor já haviam dividido cozinhas antes da abertura do Casca. A nova casa é o primeiro restaurante criado em sociedade pelos dois chefs.
Cozinha aberta ocupa o centro do salão
O Casca tem 62 lugares distribuídos ao redor de uma cozinha aberta. Uma vidraça mantém o fogo visível para quem está no salão e também aproxima a área de produção da rua.
O balcão completa essa integração com banquetas altas voltadas para a cozinha, mantendo o contato entre quem prepara e quem acompanha a movimentação da casa.
Casca Bar
Instagram: @casca_bar
Informações
Endereço: Rua Outono, 579 – Carmo – Belo Horizonte – MG – 30310-020
Horário de Funcionamento:
Quarta e quinta das 18h às 23h
Sexta das 18h à 0h
Sábado das 17h à 0h
Foto: Natália Oliva
Fonte: Renata Alves Comunicação
Um designer gráfico autônomo que é apaixonado por gastronomia e começou essa aventura através das hamburguerias, sempre visitando novos lugares e experimentando novos sabores. Em todos os lugares, estamos passando por uma experiência visual junto com a gastronômica.
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