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Nova carta do Pininha percorre sabores secos, salinos e defumados

Foto: José Eduardo Moreau

Bar de nove lugares na Barra Funda reúne mais de 20 variações de Bloody Mary e coquetéis organizados entre Cabeça, Corpo e Cauda

O Pininha, pequeno bar de balcão comandado pelo bartender Gabriel Szklo e pela chef Gabriella Pássaro, apresenta uma nova carta de coquetéis na Barra Funda, em São Paulo. Com apenas nove lugares, a casa aposta no contato próximo entre a equipe e o público para apresentar receitas menos previsíveis e ajudar cada visitante a escolher o que beber.

A seleção privilegia drinques secos e salinos, acompanhados em algumas receitas por notas amargas, defumadas ou apimentadas. Também há espaço para sabores cítricos e opções mais leves, mantendo a proposta de ampliar o repertório de quem se senta ao balcão, sem transformar a experiência em uma aula avançada de coquetelaria.

A construção parte principalmente de métodos clássicos, mas recebe ingredientes, proporções e combinações autorais. O resultado é uma carta voltada tanto para quem já acompanha o universo dos coquetéis quanto para quem deseja sair dos pedidos habituais.

Mais de 20 variações de Bloody Mary

A abertura da carta traz mais de 20 versões de Bloody Mary, seleção apresentada pela casa como uma das maiores dedicadas ao coquetel na cidade. São cinco opções de tempero e 13 bases alcoólicas, entre soju, saquê, jerez, vinho do Porto, cachaça, cerveja, tequila, aquavit, gim, whisky, vodca, bourbon e mezcal.

Entre as opções mais leves está a Clamato Michelada (R$ 40), preparada com cerveja, clamato, endro e pimenta-preta. O clamato combina tomate com caldo produzido a partir do cozimento de moluscos, acrescentando salinidade e profundidade ao drinque.

Em uma proposta mais intensa, o Bloody Joseph (R$ 65) reúne whisky defumado, suco de tomate, coentro e pimenta jalapeño. As receitas ampliam as possibilidades do tradicional Bloody Mary, geralmente preparado com vodca, tomate, molho inglês e pimenta.

Cabeça, Corpo e Cauda organizam a experiência

Depois dos Bloodies, a carta é dividida em Cabeça, Corpo e Cauda. Os nomes fazem referência aos estágios da destilação e também funcionam como uma sugestão de ordem para o consumo, começando por receitas mais leves e avançando até combinações de maior potência alcoólica.

Na seção Cabeça, o destaque é o Garum Martini (R$ 50), drinque seco e salino feito com jerez fino, saquê e aliche. Outra opção é o Daiquiri de Jerez (R$ 48), que reúne rum, açúcar, limão-siciliano e o vinho fortificado espanhol em uma combinação cítrica e mineral.

A parte Corpo apresenta receitas mais aromáticas, amadeiradas ou amendoadas. A Julia’s Margarita (R$ 45) combina tequila, salmoura de azeitona, jalapeño e limão-taiti, resultando em um perfil cítrico, salino e apimentado.

Já o Mr. Kappes (R$ 68) leva kirsch, jerez cream, Lillet e bitter de cacau da San Basile Destilaria. A composição equilibra o destilado de cereja com notas amendoadas, adocicadas e de cacau.

Na seção Cauda, entram os drinques construídos na lógica de álcool sobre álcool. O Salty Godfather (R$ 80) combina The Macallan 12 Double Cask, bourbon Maker’s Mark, licor de amêndoas e sal.

O Laphroaig Martini (R$ 75) segue por um caminho seco e defumado, reunindo o whisky escocês Laphroaig Quarter Cask, a vodca japonesa Haku e jerez manzanilla.

Pedidos também podem sair da carta

Além das receitas listadas, o Pininha mantém uma coleção com diferentes categorias de bebidas para a criação de pedidos personalizados. O acervo inclui mais de 130 cachaças, provenientes de diferentes regiões brasileiras e envelhecidas em variadas madeiras.

A seleção também reúne runs de países do Caribe, tequilas, whiskies, amaros, vermutes, licores e diferentes estilos de jerez. Um QR Code permite consultar as garrafas disponíveis e o preço de cada dose.

A partir dessa relação, o visitante pode escolher uma bebida para consumir pura ou conversar com a equipe sobre a elaboração de um coquetel fora da carta. Receitas clássicas também podem ser pedidas em suas versões originais, sem a inclusão de ingredientes adicionais.

Os coquetéis são preparados no momento do pedido, com exceção de duas receitas que permanecem descansando no freezer. No fundo do balcão, um quadro registra há quantos dias a casa não prepara um Fitzgerald, brincadeira que reforça a intenção de fugir dos pedidos mais repetidos nos bares paulistanos.

Petiscos acompanham os perfis dos drinques

A parte de comidas é enxuta e foi desenvolvida para complementar os coquetéis. Entre as opções está a tábua de charcutaria da In Caneva, por R$ 65.

O menu também apresenta a dupla de nduja enrolada em bresaola com ovas (R$ 22) e o sanduíche de pastrami de língua bovina, servido na focaccia da padaria artesanal Pistor, com maionese de tucupi preto e picles de maxixe. A equipe pode indicar combinações entre os petiscos e os diferentes perfis de coquetéis.

Pininha
Instagram: @pininha.drinques

Informações
Endereço:
Rua Brigadeiro Galvão, 549 – Barra Funda – São Paulo – SP
Horário de Funcionamento:
Quinta das 19h30 às 23h
Sexta e sábado das 19h30 à 0h

Foto: divulgação
Fonte: José Eduardo Moreau

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