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Arábica Coffee Festival reúne café, competições e gastronomia em Minas Gerais

Foto: divulgação

Evento gratuito acontece de 1º a 3 de outubro na Fadileste, em Reduto, com quatro competições, mais de 40 workshops e programação gastronômica

Por três dias, Reduto vai colocar lavoura, laboratório, torra, negócios e xícara na mesma conversa. De 1º a 3 de outubro de 2026, a cidade das Matas de Minas recebe a primeira edição do Arábica Coffee Festival, encontro que ocupa o Campus Fadileste com atividades voltadas a diferentes etapas da cadeia do café.

A entrada é gratuita mediante inscrição. A programação anunciada reúne mais de 40 workshops e sessões, quatro competições, Arena do Conhecimento, Arena de Negócios, espaços de qualidade e torra, projetos de inovação e a Vila dos Sabores e Cultura.

A escolha de Reduto também coloca a discussão dentro de uma região produtora. O município integra as Matas de Minas, território reconhecido pela cafeicultura e que aproxima a programação de produtores, pesquisadores e empresas sem deixar de abrir espaço para baristas, torrefadores, cafeterias e consumidores.

Em Minas Gerais, o encontro chega a um calendário que já teve outros festivais dedicados ao grão em 2026, como o Andradas Café Festival, realizado no Sul do estado. Em Reduto, porém, boa parte da conversa parte diretamente dos desafios encontrados no campo e segue até qualidade, mercado e consumo.

Da fisiologia do cafeeiro à inteligência artificial

A Arena do Conhecimento concentra uma programação que passa por produção, manejo, pós-colheita, qualidade, tecnologia, inovação e comercialização.

Entre os profissionais confirmados estão Michel Baqueta, com uma discussão sobre química e aroma dos Robustas Amazônicos; Enrique Alves, que aborda genética e desenvolvimento dos canéforas no Brasil; Juan Travain de Souza, com uma leitura prática da produção; e Lucas Venturim, do Café Fazenda Venturim, falando sobre os caminhos para produzir canéforas de maior valor.

A programação segue com Renata Silva, Lucas Louzada, Aldemar Polonini, Guilherme Barbosa Abreu, Inorbert de Melo Lima e José Donizeti Alves. Entram ainda temas como cultivares de café arábica, manejo de fitonematoides, fisiologia do cafeeiro diante das mudanças climáticas e tecnologia para produção de cafés superiores.

O campo também cruza com novas ferramentas. David Quintão leva à arena a discussão sobre inteligência artificial aplicada à tomada de decisão no agro, enquanto Vinicius Teixeira Andrade participa do conteúdo dedicado às cultivares de arábica. Jhonatan Garcia aborda alternativas de planejamento financeiro para propriedades rurais além do crédito tradicional.

A presença feminina ganha uma frente própria na programação. A conversa sobre mulheres na cafeicultura brasileira reúne Paula Gripp, Débora Perigolo, Renata Silva, Luciene Medeiros, Silvana Maria Novais Ferreira Ribeiro e Reinildes Raposo de Barros.

Conhecimento para levar de volta à propriedade

Nem tudo fica no palco. Os cursos e workshops entram na programação com uma pegada prática e temas que podem voltar da feira direto para a lavoura, a torrefação ou a cafeteria.

Entre os conteúdos anunciados estão cafeteria rural e turismo de experiência, torra artesanal, gestão da propriedade rural, custos da lavoura, classificação e análise sensorial, barismo, produção e qualidade, tecnologia e inovação.

O calendário também inclui sessões sobre categorias de cafés solúveis, Café com Identidade, Indicação Geográfica Matas de Minas, avaliação de cafés torrados, introdução à degustação, uso de drones, crédito de carbono e ferramentas digitais aplicadas às vendas.

Os workshops práticos possuem vagas limitadas e serão preenchidos por ordem de chegada, enquanto arenas, salas de qualidade e torra e competições ficam acessíveis aos visitantes credenciados.

Quatro competições colocam técnica à prova

Um dos pontos de maior movimento deve estar nas áreas de competição. O festival recebe uma edição oficial do Campeonato Brasileiro de Cup Tasters, realizado pela BSCA, na qual os competidores precisam identificar diferenças entre cafés em provas sensoriais. A etapa vale vaga para o Campeonato Mundial.

A ABIC leva a Reduto a etapa Minas Gerais do Campeonato Brasileiro de Blends de Café. As provas acontecem em 1º e 2 de outubro, com divulgação dos semifinalistas no dia 3. Os classificados seguem para a final nacional durante a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte.

Já o Torrefação do Ano 2026, organizado pela Atilla Torradores, ganha uma edição presencial durante o festival. Os participantes trabalham a leitura e o desenvolvimento do café na torra, e o vencedor assegura participação na final nacional, prevista para novembro durante a SIC.

Completa esse eixo o Prêmio Terra Brasil Café, com avaliação de canéforas, arábicas naturais e cerejas descascados. A programação informa julgamento realizado por Q-Graders e auditoria SafeTrace/ABICS.

Ideias novas encontram espaço para sair do papel

A inovação aparece de maneira mais direta no Shark Coffee, iniciativa do festival em parceria com a EMBRAPII. O projeto foi criado para aproximar propostas ligadas à cafeicultura de avaliação técnica e possíveis caminhos de desenvolvimento.

Podem entrar nesse radar soluções relacionadas a inteligência artificial, mecanização, sustentabilidade, pós-colheita, processamento, logística, comercialização, energia, automação e novos produtos. A proposta contempla desde projetos estruturados até ideias em estágio inicial apresentadas por produtores, estudantes, pesquisadores, startups, empreendedores e profissionais do setor.

Na Arena de Negócios, aberta a partir das 10h nos três dias, o foco passa para empresas e serviços ligados a tecnologia, insumos, veículos, energia, equipamentos e soluções financeiras.

A ponte com o mercado internacional também aparece no Coffee Bridge Brazil ↔ Dubai, com participação de Cleia Junqueira. O projeto busca aproximar cafés e produtores brasileiros de compradores e novas oportunidades comerciais fora do país.

Café também chega à mesa e ao palco

Depois de tanta conversa técnica, o festival não deixa a experiência presa à bancada de prova. A Vila dos Sabores e Cultura funciona como ponto de encontro para gastronomia, música e referências da região durante os três dias.

A programação musical começa em 1º de outubro com a Orquestra Inconfidência Mineira e a Bejazz Street Band. No dia 2, passam pela vila Eloy e Tiel e Big River. O encerramento, em 3 de outubro, recebe Banda Chorare, Auto Reverse e Marcos e Willian.

A gastronomia entra nessa área como uma forma de ampliar a relação do visitante com o território e criar uma pausa entre palestras, campeonatos e negociações — porque nem mesmo um festival de café vive só de cafeína.

A realização do encontro é da AEX. A curadoria técnica é da jornalista e especialista em café Mariana Proença, com participação de instituições e entidades ligadas à pesquisa, capacitação, indústria e desenvolvimento da cafeicultura.

A inscrição para o Arábica Coffee Festival 2026 é gratuita e uma única credencial permite acessar os três dias. Após o cadastro, o visitante recebe um QR Code por e-mail. Dúvidas podem ser encaminhadas pelo WhatsApp oficial do festival.

Arábica Coffee Festival 2026
Data: 1º, 2 e 3 de outubro de 2026
Horário: das 8h às 22h
Local: Campus Fadileste
Avenida Marcionília Breder Sathler, 1 – Centro – Reduto – MG – 36920-000
Valor: entrada gratuita mediante inscrição

Arabica Coffee Festival
Instagram:
@arabica.coffeefestival.

Foto: divulgação
Fonte: Proença Comunicação

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