Restaurante em Várzea Grande reúne caju, baru, pequi, mandioca, hortaliças e pescados em receitas que valorizam ingredientes do território
A primavera começa oficialmente em 22 de setembro de 2026 e, em Mato Grosso, a mudança de estação também convida a olhar para uma despensa moldada por três biomas. No Toroari Cozinha Nativa, em Várzea Grande, caju, baru, pequi, mandioca, quiabo, maxixe, limão cuiabano e banana-da-terra aparecem ao lado de peixes de rio em diferentes pontos do cardápio.
A casa fica no rooftop do Amazon Hotel Aeroporto, em frente ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon. Embora seja frequentemente associada à vizinha Cuiabá, o endereço oficial está em Várzea Grande, informação importante especialmente para quem pretende incluir o restaurante no roteiro gastronômico pela região.
O cardápio trabalha ingredientes ligados ao Cerrado, Pantanal e Amazônia sem concentrá-los em apenas um tipo de preparo. Eles passam por entradas, pratos principais, sobremesas e até pela coquetelaria, criando uma leitura contemporânea de produtos bastante presentes na cultura alimentar mato-grossense.
Baru e pequi aparecem de jeitos diferentes
O baru não entra apenas como acabamento. Na Matrinchã na Brasa R$ 210, a castanha compõe a farofa crocante servida com o peixe, arroz de brócolis, mandioca na manteiga e tomatinhos marinados.
Depois do prato principal, ele reaparece no Torrone do Cerrado R$ 35, em uma nougatine acompanhada de coulis de manga e creme pâtissier de maracujá.
Até o bar entra nessa conversa. O Morro do Gavião R$ 38 pode ser preparado com cachaça ou vodka e reúne compota de caju, limão rosa, limão-siciliano, espuma de gengibre e finalização com baru.
O pequi, outro ingrediente associado ao Cerrado, pode ser acrescentado à Galinhada R$ 119, feita com coxa e sobrecoxa de galinha confit, arroz com açafrão-da-terra, vinagrete com pimenta-de-cheiro, pétalas de cebola e quiabo crocante.
Com a aproximação do período de safra em diferentes áreas do território, o fruto ganha ainda mais contexto na mesa. Sua disponibilidade, no entanto, varia conforme a região e as condições climáticas de cada temporada.
Caju, mandioca e hortaliças atravessam o cardápio
O caju muda de função conforme o prato. A Salada do Morro R$ 73 combina folhas da horta, pintado grelhado, cenoura, pepino acidulado, cebola roxa, molho tahine e redução da fruta.
Já nas Doçuras da Terra R$ 37, o doce de caju divide espaço com doce de limão e furrundu, acompanhado de chantilly de baunilha e sorvete.
A mandioca também aparece em diferentes formatos. Integra a panelada servida com o Pintado Frito R$ 187, vira purê no Pintado assado na folha de bananeira R$ 193 e chega em forma de aligot no Corte Nelore precoce de Mato Grosso – MT Steak R$ 87.
Quiabo e maxixe saem do papel de simples acompanhamento. O primeiro aparece na gremolata do Bocadito de Banana R$ 57, enquanto o maxixe entra em picles na Croqueta de Pirão de Cupim R$ 57.
Peixes de rio mantêm Mato Grosso no centro do prato
Pintado, pacu e matrinchã ocupam uma parte importante do menu e reforçam a relação da cozinha com os rios e hábitos alimentares da região.
Entre as opções está o Pacu na Brasa R$ 197, recheado com farofa úmida de couve e servido sobre folha de bananeira, com limões rosa grelhados e gremolata de quiabo com pimenta-biquinho.
O pintado aparece em propostas diferentes, ora frito e acompanhado de mandioca, ora assado na folha de bananeira. A alternância de técnicas permite que um ingrediente tão associado à cozinha regional percorra experiências distintas dentro da mesma carta.
Na sobremesa, as referências locais continuam. O Pavê da Nazaré R$ 34 combina doce de leite e compota de limão cuiabano. Já o Bolo da Vovó Cuiabana R$ 33 leva chocolate, chantilly de leite, baru e pó de laranja.
Mais do que transformar a primavera em motivo para um menu sazonal, o Toroari aproveita a mudança de estação para colocar em evidência ingredientes que fazem parte de sua cozinha ao longo do ano. Entre frutos, raízes, hortaliças e pescados, a conexão com Cerrado, Pantanal e Amazônia aparece sem tirar o foco da mesa mato-grossense.
O consumo do Morro do Gavião e de outras bebidas alcoólicas é destinado exclusivamente a maiores de 18 anos. Beba com moderação.
As reservas podem ser feitas pelo telefone e WhatsApp (65) 2121-3090, pelo WhatsApp do Toroari ou pelo formulário disponível no site oficial.
Toroari Cozinha Nativa
Instagram: @toroaricozinhanativa
Informações
Endereço: Av. Sen. Filinto Müller, 62 – Centro Norte – Várzea Grande – MT – 78110-000
Horário de Funcionamento:
terça a sábado das 11h30 às 15h / 19h às 23h
domingo das 11h30 às 14h
segunda fechado
Foto: divulgação
Fonte: TAO PR
Um designer gráfico autônomo que é apaixonado por gastronomia e começou essa aventura através das hamburguerias, sempre visitando novos lugares e experimentando novos sabores. Em todos os lugares, estamos passando por uma experiência visual junto com a gastronômica.
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