Pinot Noir do Vale dos Vinhedos inaugura os tanques e dá o tom da safra 2026
A Foppa & Ambrosi entra em 2026 com uma mudança que mexe no coração do projeto: a vinificação passa a acontecer dentro da própria vinícola. Depois de anos somando experiência e parceiros técnicos, a marca dá um passo que é menos sobre prédio e mais sobre identidade, precisão e liberdade criativa. Em bom português: agora o vinho nasce, cresce e ganha assinatura no mesmo endereço.
Por trás da virada está a decisão de Ricardo Ambrosi dedicar seu tempo exclusivamente à Foppa & Ambrosi a partir de 1º de janeiro de 2026, encerrando um ciclo de oito anos em que atuava na Vinícola dos Plátanos elaborando os rótulos da marca e de outras produtoras. O foco total muda o ritmo do dia a dia e, principalmente, o nível de controle sobre cada detalhe do processo.
Do lado da gestão e da construção do projeto, Lucas Foppa vê a vinificação dentro de casa como um divisor de águas. Em um mercado que ainda costuma medir legitimidade por estrutura física, a Foppa & Ambrosi reforça a tese de que consistência técnica, repertório e coerência de estilo também constroem vinícolas — e das boas.
Um mês para erguer uma vinícola de verdade
O movimento não veio em “modo degustação”. Em cerca de um mês, a estrutura produtiva ganhou forma, com tanques, equipamentos e linha de trabalho pensados para ampliar a capacidade sem perder a mão. Dos 20 tanques previstos, 14 já estão instalados, dividindo espaço com desengaçadeira, prensa, esteira de seleção de uvas, sistema de frio e enchedora, além de capacidade produtiva estimada em até 120 mil garrafas por ano.
E como toda boa história do vinho precisa de um primeiro gole, a safra começou a escrever o capítulo novo ainda na primeira quinzena de fevereiro. No dia 9 de fevereiro, uma Pinot Noir do Vale dos Vinhedos foi a primeira uva a entrar nos tanques da casa, marcando o início prático da vinificação no novo formato.
Terroir descentralizado como assinatura
Mesmo com a vinificação centralizada, a filosofia segue a mesma: uvas gaúchas de agricultores parceiros em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, respeitando a descentralização de terroir que define a identidade do portfólio. A lógica é simples e ousada, do jeito que a marca gosta: diferentes origens, um mesmo rigor técnico, e um estilo que conversa com gente jovem, vinho autoral e trabalho feito à mão.
Crescer mantendo a régua lá em cima
O desafio agora é o tipo de problema bom: crescer elevando a qualidade. Os enólogos e os processos continuam os mesmos, mas a mudança de endereço da vinificação amplia o controle de temperatura, tempo, escolhas de extração e decisões de lote. É o tipo de liberdade que não aparece no rótulo, mas aparece na taça.
Enoturismo como próximo passo
Com a operação concentrada em Garibaldi, a marca também acelera o lado experiência. A vinícola já trabalha com degustações mediante agendamento e atendimento regular, e a tendência é expandir o enoturismo com tour pela área produtiva e vivências que aproximem o público da rotina da vinificação. Funcionamento e agendamentos são feitos via plataforma parceira.
Na agenda imediata, a vinícola também começa a testar formatos mais abertos ao público, como o Entardecer na Adega, experiência com circulação livre, gastronomia autoral e degustação de diferentes linhas da casa.
Vinícola Foppa & Ambrosi
Instagram: @foppaeambrosi
Foto: divulgação
Fonte: ConceitoCom
Um designer gráfico autônomo que é apaixonado por gastronomia e começou essa aventura através das hamburguerias, sempre visitando novos lugares e experimentando novos sabores. Em todos os lugares, estamos passando por uma experiência visual junto com a gastronômica.
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