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Tari leva pescados, fermentações e influências peruanas à Vila Madalena

Foto: Ana Weber

Restaurante de Sergio Suslick apresenta cardápio guiado por peixes, frutos do mar, técnicas de conservação e ingredientes brasileiros

A Vila Madalena ganhou um novo endereço dedicado à cozinha autoral com a abertura do Tari, restaurante comandado pelo chef Sergio Suslick na Rua Girassol. Com apenas 32 lugares, a casa trabalha com pescados, frutos do mar, ingredientes frescos e processos como cura, fermentação, cocções prolongadas e preparos na brasa.

O nome Tari significa encontro em quechua e ajuda a resumir a construção do cardápio, que aproxima referências peruanas, técnicas latino-americanas e produtos brasileiros. O restaurante também marca o retorno de Suslick a uma cozinha própria depois da experiência no Saz, no Itaim Bibi.

Com passagens por D.O.M., Esquina Mocotó e Balaio, o cozinheiro também viveu durante um ano no Peru. Nesse período, aprofundou o contato com pescados e frutos do mar recém-chegados do Pacífico, repertório que agora aparece no Tari sem reproduzir uma única tradição culinária.

Cardápio acompanha a oferta dos fornecedores

O menu muda de acordo com a disponibilidade e o melhor momento de cada ingrediente. A seleção combina fermentações, curas, conservação, fogo e acidez, com pratos pensados para destacar as características naturais dos produtos.

Entre as entradas, o Ceviche – R$ 97 reúne lula e polvo com leite de tigre preparado com missô. O Tiradito – R$ 79 leva peixe curado e leite de tigre de banana feito com masato, bebida fermentada tradicionalmente associada à Amazônia.

A Vieira – R$ 99 passa por cura antes de ser laminada e servida com granita de sunomono, creme de avocado, água de pepino e ovas de mujol. Já o Peixinho da horta – R$ 49 chega frito sobre folhas da estação, acompanhado por iogurte infusionado com ervas, tomate lactofermentado e amendoim com tempero cajun.

Os peixes e frutos do mar também aparecem nos Mexilhões – R$ 79, leitura do clássico belga moules frites. Os moluscos terminam o cozimento em um caldo de moqueca com leite de coco produzido no restaurante e são servidos com farofa de maracujá.

Brasa e cocções prolongadas entram nos principais

No Peixe do dia – R$ 113, o pescado passa por cura antes de seguir para a brasa. O prato é acompanhado por velouté de abóbora preparado com caldo de vôngole, mandioquinha assada e frita e folhas de catalônia.

O Polvo – R$ 123 é cozido em baixa temperatura por aproximadamente cinco horas e servido com nhoque de batata, molho romesco, chouriço espanhol e azedinha.

Embora o mar ocupe boa parte do cardápio, a casa também trabalha com carnes. O Matambre suíno – R$ 97 é assado lentamente, finalizado no yakitori e servido com jus de suã e laranja. O Flat iron – R$ 109 chega da brasa com creme de mandioquinha, jus bovino e picles de beterraba.

Sobremesas mantêm a produção dentro da casa

A etapa doce segue a mesma linha técnica do restante do menu. O Creme de queijo mascarpone – R$ 45 utiliza mascarpone produzido no restaurante, banana cozida em caramelo e cachaça envelhecida, granita de frutas vermelhas com vermute tinto e crocante de quinoa com chocolate.

O Semifreddo de capim-limão – R$ 43 acompanha doce de leite caseiro com café e crumble de amendoim, combinando notas herbais, tostadas e caramelizadas.

Cozinha e coquetelaria compartilham ingredientes

A coquetelaria autoral foi desenvolvida por Kyoko Sato, Fábio Lourenço e José Vilela. A carta apresenta seis criações alcoólicas, quatro opções sem álcool e releituras de clássicos.

O Brunch Martini – R$ 45 leva vodca, cordial de masato de banana e óleo de laranja-bahia. O Oro Nostro – R$ 45 combina um blend de cachaças, amaro, café, cítricos, bitters e chocolate.

No Paracas – R$ 45, bourbon, chá Pu-erh, maracujá, soro de mascarpone e água com gás aproximam o balcão dos processos utilizados na cozinha. Entre as opções sem álcool, o Mate Bravo – R$ 23 é preparado com tereré, mate tostado e limão.

A carta de vinhos reúne aproximadamente 18 rótulos, com produtores de pequena escala, garrafas de baixa intervenção e referências do Novo e do Velho Mundo. A seleção também reserva espaço para vinhos laranjas, escolhidos para acompanhar os sabores fermentados, curados e defumados do menu.

Salão intimista recebe até 32 pessoas

Instalado em uma área de 112 m², o Tari tem projeto assinado pelo escritório Mognar. O ambiente combina azul, branco e madeira, com iluminação baixa, salão enxuto e amplas janelas voltadas para a Rua Girassol.

A operação foi estruturada para aproximar a cozinha do atendimento e permitir que o chef participe diariamente da criação, seleção de ingredientes e execução dos pratos. Suslick tem como sócios Marcelo Souza Lima e Karina Skarbnik, enquanto Fernando Souza Lima atua como chef de produção.

As reservas são realizadas pela plataforma Get In, com busca pelo nome Tari.

Tari
Instagram: @tarirestaurante

Informações
Endereço: Rua Girassol, 310 – Vila Madalena – São Paulo – SP, 05433-000
Horário de Funcionamento:
Terça a sexta das 19h às 23h.
Sábado das 12h às 16h / 19h às 23h.
Domingo das 12h às 16h.
Fechado no último domingo de cada mês.

Foto: Ana Weber
Fonte: Estúdio Mascavo

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